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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O Espermograma = as pedras do caminho...

No outro post dei a entender que nem só de planos vive a Rezinha – e que há pedras no caminho também...

Pois há! E acho que vai me fazer bem falar delas...

Apesar de ter me identificado com muitas das meninas que já encontrei aqui, tenho reparado em algo curioso: grande parte delas está, “simplesmente”, demorando um pouco para engravidar, mas, com ou sem ansiedade, acaba conseguindo dentro daquele “tempo” considerado normal pelos médicos – um ano (explicar sobre esse tempo para uma tentante é que não é normal!).

Outras meninas e blogs retratam situações mais complicadinhas, de problemas que devem ser solucionados para viabilizar a gravidez. Mas, até agora, acho que não vi nenhum blog onde o probleminha é com o candidato a papai (CORREÇÃO: na verdade até vi algo que poderia caminhar nesse sentido, o da Amanda, e me identifiquei SUPER com ela... mas agora Papai do Céu deu uma força e ela já foi promovida a “gravidinha”, deixando essas fases de dúvidas para trás!).

Mas é justamente esta a minha situação...

Meu marido tem varicocele diagnosticada há algum tempo. Para quem não sabe, esse probleminha é justamente a presença de varizes no testículo, veias dilatadas em decorrência da circulação sanguínea, assim como as que as mulheres costumam ter. E, com o tempo, devido ao "aquecimento" na região, pode prejudicar a produção e a qualidade dos espermatozóides. Por conta disso, ele faz um acompanhamento médico regular, mas sempre tive um medinho de que isso pudesse tornar a nossa espera pelo positivo mais longa. Ao mesmo tempo, sempre tive esperança de que não fosse assim, e que conseguíssemos engravidar em poucos meses quando finalmente “liberássemos geral”.

Só que, passados seis meses de tentativas frustradas, a ansiedade começa a bater e não é brincadeira lidar com ela. Até porque a gente perde o parâmetro do que é “normal” e do que pode ser “problema”.

Há algumas semanas ele fez mais um espermograma (o médico normalmente pede uns dois por ano, para ir acompanhando). Há algumas alterações no exame, mas o médico dele diz que o quadro está estável e que seu exame, hoje, é perfeitamente possível de levar a uma gravidez natural (cacilda, então porque que não acontece???). Até aí, lindo, normal...

O problema dessa história é a MINHA médica, que não se mostrou tão otimista assim... Disse que “é sim possível, mas é mais difícil”, e que não podemos nos cobrar tanto.

E aí a cabeça gira, dá voltas, a coisa não está acontencendo e a gente acha que a coisa nunca vai acontecer!

E fica naquele dilema: em quem confiar? No “médico otimista” ou na “médica pessimista”? E será que um dos dois é “realista”, e não otimista ou pessimista? E adianta pensar tudo isso, visto que cada caso é um caso e que a regra que funcionou para uma pessoa pode não funcionar para outra?

E esse, gente, é o grande motivo da minha inquietação atual. Sinto que rompi a barreira do “tô tranquila”, e isso me chateia... Mas agora, em nosso 7º mês de tentativas, não tem como deixar de pensar que estamos cada vez mais próximos do fim do “prazo normal”.

O medo bate, e é grande... Assim como foi esse desabafo!!! rsrs...

E aí... nessa grande blogsfera que estou começando a conhecer... alguém enfrenta esse tipo de situação? Como eu disse lá atrás, claro que cada caso é um caso, mas dá uma força extra saber de histórias com final feliz... e, claro, com baby na barriga!!! ;-)

Beijinhos e tô adorando o carinho de vocês!!!