Uma das coisas que mais me incomoda nessa vida de tentante é esse negócio de “engravidar todos os meses”...
Ou melhor, de ACHAR que está grávida todos os meses!
Assim como enfrentamos o ciclo físico, rola um emocional também: com a menstruação, vem a tristeza, a decepção, a frustração e a sensação de impotência. Ao mesmo tempo, vem a expectativa e a esperança de uma nova chance.
Aí a ovulação se aproxima, a gente treina, treina, treina, namora bastante, e lá se vão mais uns dias que parecem anos até a monstra dar as caras de novo...
E aí, nesse meio tempo, a gente fica grávida... nem que seja só na nossa cabeça!
Comigo é todo mês a meeeeesma coisa... E todo mês, eu juro para mim mesma que vai ser diferente no mês seguinte... só que não é! Nunca é...
Nos primeiros meses, eu sentia enjoo. Acordava enjoada e achava o MÁXIMO, queria mais era ficar assim o dia inteiro. Porque daí eu me sentia grávida, sabe?
Até que comecei a perceber que o enjoo poderia significar TUDO, menos gravidez (claro que o mais provável era a “vontade dela”!).
Depois comecei a sentir dores nos seios, aí passei pela fase de achar que estava indo demais fazer xixi... e agora, (não) esperando a sétima monstra desde o início dos treinos (que ainda deve levar alguns dias para dar as caras...), descobri um novo sintoma: uma sensaçãozinha de cólica, bem na região do útero.
C-L-A-R-O que li em um dos blogs alguém falando que teve essa sensação quando engravidou...
E C-L-A-R-O que isso é muito mais sintoma de menstruação chegando do que qualquer outra coisa!!!
Mas o nosso cérebro prega peças, e ficamos buscando caminhos – por mais que a gente não queira se enganar...
Vai que é nidação? Vai que meu útero está se contraindo para receber a sementinha? Vai que estou sentindo essa bendita coisa desde a época da ovulação porque... ah, sei lá... porque o cérebro já identificou a fecundação e está mandando recados para o endométrio dizendo que ele tem que ficar lá quietinho e NÃO PODE desgrudar??? Vai que, vai que, vai que... vai que eu estou ficando louca?!?!?!
AH, PÁRA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!!!
Não aguento mais ficar grávida todos os meses... quero ficar grávida UMA VEZ, de verdade, prá valer!!!
Dá prá ser, Papai do Céu???
Espacinho destinado a desabafos e troca de experiências sobre a espera que parece a mais longa de todas...
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Contando um pouquinho sobre os planos – e as pedras no caminho...
== Antes de mais nada: ai como é gostoso isso aqui!!! Hoje, no fim da tarde de um dia puxadíssimo no trabalho, dei uma rápida espiada no meu e-mail pessoal e fiquei felizona da vida com os QUATRO comentários que recebi... rsrs... AMEI, lindonas (Stella, Keyla, Marília e Paty), me senti acolhida de verdade... E já me deu vontade de vir escrever de novo!!! Então vamos lá!!! ==
Como eu disse no post de ontem, a vontade de fazer o blog surgiu junto com a descoberta de um mundo de baby-blogs explodindo internet afora!
Bom, prá isso fazer sentido, preciso contar algumas cositas sobre mim...
Sou casada (muito bem casada, thanks God!), há alguns aninhos, e desde sempre eu me arrepiava toda ao ouvir a pergunta: “e o bebê, quando vem?”. Nem eu nem meu marido nos sentíamos preparados, sempre achamos que era um passo gigante, uma responsabilidade do tamanho do mundo, e queríamos ter a certeza e a segurança da “hora certa”.
E, em meados do ano passado, começamos a sentir essa vontade aflorando...
É engraçada essa história da “hora certa”. Ouvíamos dizer que, num certo momento, a relação “pede” um bebê. Eu não dava muita trela prá isso não, achava um pouco de “papo”. Mas comigo não foi. Conosco não foi. De uma hora prá outra, isso começou a crescer, crescer, crescer... até que falamos: está na hora!
Fui ao médico, acertamos o fim do anticoncepcional e o início do ácido fólico. Exames em dia. Tudo bonitinho, responsável, como manda o figurino.
E combinamos de iniciar os “treinos” sem neuras, sem cobranças...
Combinamos, também, de não contar isso prá ninguém! Eu sou EXTREMAMENTE ansiosa, meu marido também, e temos a certeza de que a cobrança da família e dos amigos, mesmo que recheada de boas intenções, não ajudaria em nada...
Inclusive, é por isso que hoje, aqui, eu sou simplesmente “Rezinha”... Porque ando super-anônima nessa fase da minha vida. Uma das resistências de criar o blog é alguém me “descobrir” por aqui e, pronto, foi-se meu “segredo” por água abaixo... rsrs...
Acontece que todo esse começo ocorreu há looooongos seis meses. Seis ciclos completos e regulados já enchem as páginas da nossa história, sem qualquer sucesso... E, claro, uma hora aquela bela e formosa história de “não vamos nos cobrar, não vamos ficar ansiosos” vira lenda e sai voando pela janela...
E foi aí, nesse exato momento, que eu comecei a atacar, sem dó nem piedade, os blogs alheios... Sem querer, descobri o primeiro – de uma tentante (ah, descobri esse nome na net também!!!) que já estava comendo os cotovelos de ansiedade. E o blog dela me levou a outro... que me levou a outro... que me levou a outro...
E eu descobri que existe todo um MUNDO de casais por aí, sofrendo as mesmas ansiedades e expectativas que eu, e isso, de uma forma ou de outra, começou a aplacar a minha angústia...
E esse é um pouquinho da minha história – que ainda tem alguns contratempos mais, algumas “dificuldades adicionais” já constatadas e que, estas sim, me tiram o sono e até um pouquinho da fé, de vez em quando...
Mas isso vou deixar prá falar em outro post... até porque, hoje, já escrevi demais!
P.S.: é bom não divulgarem muito por aí esse lance de blog, viu? Senão acho que os psicólogos vão acabar entrando em extinção!!! A gente entra e escreve escreve escreve... Ufa! Parece mesmo uma sessão de terapia!!! hehehe...
Como eu disse no post de ontem, a vontade de fazer o blog surgiu junto com a descoberta de um mundo de baby-blogs explodindo internet afora!
Bom, prá isso fazer sentido, preciso contar algumas cositas sobre mim...
Sou casada (muito bem casada, thanks God!), há alguns aninhos, e desde sempre eu me arrepiava toda ao ouvir a pergunta: “e o bebê, quando vem?”. Nem eu nem meu marido nos sentíamos preparados, sempre achamos que era um passo gigante, uma responsabilidade do tamanho do mundo, e queríamos ter a certeza e a segurança da “hora certa”.
E, em meados do ano passado, começamos a sentir essa vontade aflorando...
É engraçada essa história da “hora certa”. Ouvíamos dizer que, num certo momento, a relação “pede” um bebê. Eu não dava muita trela prá isso não, achava um pouco de “papo”. Mas comigo não foi. Conosco não foi. De uma hora prá outra, isso começou a crescer, crescer, crescer... até que falamos: está na hora!
Fui ao médico, acertamos o fim do anticoncepcional e o início do ácido fólico. Exames em dia. Tudo bonitinho, responsável, como manda o figurino.
E combinamos de iniciar os “treinos” sem neuras, sem cobranças...
Combinamos, também, de não contar isso prá ninguém! Eu sou EXTREMAMENTE ansiosa, meu marido também, e temos a certeza de que a cobrança da família e dos amigos, mesmo que recheada de boas intenções, não ajudaria em nada...
Inclusive, é por isso que hoje, aqui, eu sou simplesmente “Rezinha”... Porque ando super-anônima nessa fase da minha vida. Uma das resistências de criar o blog é alguém me “descobrir” por aqui e, pronto, foi-se meu “segredo” por água abaixo... rsrs...
Acontece que todo esse começo ocorreu há looooongos seis meses. Seis ciclos completos e regulados já enchem as páginas da nossa história, sem qualquer sucesso... E, claro, uma hora aquela bela e formosa história de “não vamos nos cobrar, não vamos ficar ansiosos” vira lenda e sai voando pela janela...
E foi aí, nesse exato momento, que eu comecei a atacar, sem dó nem piedade, os blogs alheios... Sem querer, descobri o primeiro – de uma tentante (ah, descobri esse nome na net também!!!) que já estava comendo os cotovelos de ansiedade. E o blog dela me levou a outro... que me levou a outro... que me levou a outro...
E eu descobri que existe todo um MUNDO de casais por aí, sofrendo as mesmas ansiedades e expectativas que eu, e isso, de uma forma ou de outra, começou a aplacar a minha angústia...
E esse é um pouquinho da minha história – que ainda tem alguns contratempos mais, algumas “dificuldades adicionais” já constatadas e que, estas sim, me tiram o sono e até um pouquinho da fé, de vez em quando...
Mas isso vou deixar prá falar em outro post... até porque, hoje, já escrevi demais!
P.S.: é bom não divulgarem muito por aí esse lance de blog, viu? Senão acho que os psicólogos vão acabar entrando em extinção!!! A gente entra e escreve escreve escreve... Ufa! Parece mesmo uma sessão de terapia!!! hehehe...
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