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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Histerossalpingografia

Como eu disse no post anterior, nunca imaginei que teria que enfrentar esse "palavrão" aí... Mas, como acontece às vezes na nossa vida, fui surpreendida com o pedido médico nesse sentido, após a notícia de que a candidata a mamãe aqui é que está, possivelmente, enfrentando alguns probleminhas...

E, pedido médico na mão, e nova consulta apenas com os resultados dos exames pedidos, resolvi lidar com a situação da maneira mais prática possível: marquei para a primeira data disponível. Que foi hoje. Sem pensar muito no assunto; sem tempo para sentir medo.

O que tenho a dizer da tão, tão temida "histerossalpingografia" - sobre a qual li horrores na internet, equiparando-a a verdadeiros rituais de tortura: que, prá mim, não foi nem de longe um sacrifício (exceto o financeiro, sobre o qual falo já, já). Fiz o exame numa boa, e resolvi contar essa experiência aqui para encorajar várias meninas que sei que o boicotam por puro medo.

Marquei num bom laboratório que não é coberto pelo meu convênio. Isso porque, como dizem que esse exame é horrível, fiquei com medo de fazer em um laboratório "mais ou menos" e ter que repetir. Resolvi não correr o risco e coloquei a mão no bolso (e viva o 13º salário chegando! rs...).

A médica, muito atenciosa, explicou todo o procedimento e disse que normalmente as mulheres sentem um desconforto, como uma cólica menstrual. Que são raros os casos de dor além disso. E de fato. Quando ela começou a injetar o contraste, não senti nada. Senti apenas uma cólica muito, muito leve e absolutamente suportável quando o contraste atingiu as trompas. Sequer senti a "pinçada" no colo do útero que algumas moças descreveram. Terminado o exame, fiquei uns quinze minutinhos aguardando antes de fazer uma última radiografia e ser liberada. Nesse tempo de espera, senti mais um pouquinho de nada de cólica, e foi só!

Agora, a melhor parte: a médica falou que as minhas trompas estão lindas! Perfeitinhas e sem aderências nem nada do gênero!!!

A conclusão é que valeu o exame. E o investimento.

Tá certo que esse é apenas um de vários, e ainda tenho que ouvir a opinião do meu GO sobre ele e todos os demais, mas acho que já posso encarar o que ouvi da médica do laboratório como uma das "boas notícias" que eu estava esperando, né? Pelo menos, confirmando-se o que ela disse, já posso encarar como um problema a menos para enfrentar.

Que essa "boa notícia" seja a primeira de muitas!!!

Obs.: Keyla e Ana Paula, queridas: obrigada pelo relato das suas próprias experiências com o exame! Me enchi de otimismo de que seria tudo tranquilo e pensei em vocês na hora, viu???

sábado, 9 de outubro de 2010

Pré-conceitos

Qual é o poder que um conceito prévio, aquele que já nasce formado, exerce nas nossas vidas? E quem somos nós para nos acharmos sabedores de tudo???

Há cerca de nove meses iniciamos nossas tentativas de ter um baby em casa. Há muito mais tempo, sabíamos que poderíamos ter dificuldades, pois marido tem varicocele e isso pode interferir na produção dos espermatozóides. Há algum tempo, ainda, que peso minhas palavras com ele (ou ao menos tento!), para que ele não se sinta mal, chateado, com o fato de que nossa possível infertilidade é masculina.

Pois, é claro! Esse problema já foi diagnosticado anos atrás, quando ainda nem éramos casados, e sempre fizemos o acompanhamento médico e sempre soubemos que teríamos que lidar com ele!

Mas daí que, de repente, a vida te prega uma peça... e te mostra que nem tudo é como parece ser...

Essa semana fomos a uma consulta com um novo GO, especialista em reprodução humana. Estava cansada das opiniões divergentes entre minha médica e o médico dele. Esta consulta já estava marcada há mais de um mês, e parecia que esse dia nunca chegava!

Mas chegou. E eis que, analisando nossos exames mais recentes, tomamos um susto: parece-me que, na verdade, o maior de todos os problemas sou EU!!!

Pelos resultados dos exames, neste último mês eu com certeza não ovulei, e tudo indica que este mês não foi o único.

O nosso “conceito prévio” nos pregou tamanha peça, fazendo-nos acreditar que o problema já era conhecido, que já sabíamos com o que lidávamos, que de repente se deparar com essa informação foi um baque e tanto!

Perguntei para o médico o motivo provável disso, e ele disse que nas minhas ultrassonografias há indícios de cistos, o que me introduz no famoso mundinho da “SOP” – Síndrome dos Ovários Policísticos.

Como se não bastasse, os poucos exames hormonais que a minha GO pediu (após, reitere-se, extrema insistência minha!), mostraram alterações que o deixaram preocupado, e vamos ter que investigar mais a fundo.

Assim, parece-me que, quase um ano depois do “início” de tudo, depois de toda a aflição, a esperança, a expectativa, a angústia, o medo, as ilusões... depois de tudo isso e muito mais... voltamos ao começo.

Os próximos passos, agora:

1º) nunca mais, nunca mais mesmo, voltar à minha “antiga” GO – que me deixou passar por duas consultas para, somente na terceira, dar ouvidos às minhas queixas de que o meu ciclo menstrual estava muito curto, e assim pedir uns exames de sangue, e que além de tudo nunca nem desconfiou dessa possível SOP;

2º) passar por um mapeamento hormonal, pedido pelo novo médico, para sabermos direitinho a quantas andam os meus hormônios bagunçados;

3º) marido refazer o espermograma em um laboratório “de ponta”;

4º) encarar a tão temida HISTEROSSALPINGOGRAFIA, que o médico já pediu de imediato, para descartar qualquer possibilidade de problema anatômico.

Confesso que a história da “Histero%$%&!$&#%” me pegou desprevenida! Nunca tinha me passado pela cabeça fazer esse exame, porque sempre achei que sabia a causa da demora do nosso baby, e que ela não tinha nadinha a ver comigo! Mas não vou pensar muito no exame não! Nos próximos dias já inicio um novo ciclo, então vou marcar para esse mês mesmo, e virar essa página! Com certeza, ela não deve doer mais do que a dor que temos sentido aqui no peito...

Feito tuuuuudo isso, voltamos em consulta para traçar os próximos passos.

E fica a lição: não sabemos de nada nessa vida! Não podemos nos acomodar com uma situação, porque ela pode, simplesmente, nos cegar para um mundo de outras coisas!

E vale registrar: continuo aqui, esperando as “tão esperadas” BOAS NOTÍCIAS!!!