Esses dias ando enfrentando (mais) um dos meus dilemas: o que é melhor, ou mais sensato, quando se pretende superar uma situação, ou, no meu caso, uma fase da vida?
Resposta 1 – fugir do que te remete ao sofrimento que se quer evitar;
Resposta 2 – enfrentar o sofrimento que vem junto com a fase, de frente, e esperar que ela passe, respeitando o tempo de as coisas acontecerem.
Prá quem já conhece esse blog, fica fácil saber que a fase que quero superar é a de treinante... Quero me ver, logo, claro, “promovida” a gestante, porque acho que esse é um caminho sem volta. Às vezes tenho a impressão de que ou engravido, ou não serei mais feliz na vida...
Exagero? Quem vive essa fase, nessa intensidade toda em que me encontro, e após tantos meses, sabe do que eu falo...
Primeiro me joguei nesse mundo dos blogs, seguindo a “resposta 2”, me expondo sim, mas vendo que não estava só nessa luta. Passaram-se alguns dias. Depois, alertada por uma amiga de que eu estava simplesmente “pirando”, tomei uma atitude radical e parti para a “resposta 1”, buscando achar o equilíbrio, buscando “esquecer”. Passaram-se outros tantos dias.
E eu continuo aqui. I-G-U-A-L. Querendo as mesmas coisas, sentindo os mesmos medos, sofrendo do mesmo jeito, mas tentando viver. Um dia de cada vez. E tentando ser paciente.
Uma coisa eu descobri nesses dias. Não é o fato de visitar os blogs, escrever aqui, ou simplesmente fingir que isso não existe, que vai me deixar melhor. Nem pior. O sentimento eu carrego aqui de qualquer jeito. Está comigo, no coração. Esses dias longe não me fizeram parar de pensar e querer o meu bebê. Eu chorei do mesmo jeito, quando tive que chorar, e senti todas as coisas, quando elas bateram forte.
Descobri que, independente de passar por aqui ou não, preciso fazer dos meus dias os melhores possíveis enquanto “espero esperar”.
E, de verdade, SENTI FALTA de vocês, leitoras muitas vezes sem face, mas que estão aqui prontas para ouvir os meus surtos, e prontas para um simples “eu te entendo”...
Fui voltando timidamente... visitei o cantinho de uma, de outra... Deixei raríssimos comentários, mas o fiz vez ou outra.
E tenho chegado à conclusão de que não é este espaço que intensifica a minha dor. Sou eu mesma. E nada mais.
Portanto, o melhor que faço é, sim, continuar buscando o equilíbrio até o que “meu milagre” aconteça. Só que ele não está dentro ou fora da internet. Ele está dentro de mim!
Queria agradecer a todas vocês que me deixaram recadinhos carinhosos, que me mandaram e-mails nesses dias, se mostraram tão solícitas e solidárias. Dizer que, apesar de eu não ter deixado comentários, estou a par da luta e do dia a dia de cada uma. Quero, ainda, agradecer às novas seguidoras (fiquei impressionada, ganhei seguidoras mesmo sumida! AMEI...), e dizer que logo vou visitá-las e conhecê-las, também.
E dizer ainda que, vez ou outra, vou passar por aqui, sim...
Não quero que o blog volte a se tornar a válvula de escape que estava sendo a princípio. Quase uma obsessão, uma necessidade. Mas pode, sim, porque não, ser um “aliado”? Virei quando tiver vontade. Certamente eu vá escrever com menos frequência. Talvez eu comente menos nos outros blogs, mas continuarei acompanhando e torcendo por todas vocês.
Sobre o conselho e a amiga do post anterior... ela não estava errada, não! O papel dela foi muito, muito importante nisso tudo. Ela me mostrou não que o blog não serve prá mim, mas que eu preciso, sim, desse equilíbrio que estou querendo encontrar.
Eu complemento a sábia lição concluindo que talvez a troca de experiência possa, sim, ajudar, se bem dosada... E é o que tentarei atingir, daqui prá frente.
Por enquanto, vamos seguindo... um dia de cada vez!
Beijos beijos,
da Rezinha...